A agricultura brasileira se destaca mundialmente por sua alta produtividade e pela capacidade de superar desafios safra após safra. Na cultura do milho, a busca por maiores patamares de rendimento impulsiona a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo.
No entanto, a intensificação dos sistemas de cultivo também tem elevado a pressão de um dos principais fatores limitantes da produtividade: o ataque de pragas. Nos últimos anos, os produtores de milho têm enfrentado uma escalada na pressão de insetos-praga, com destaque para a cigarrinha-do-milho e o complexo de percevejos.
Esses adversários causam danos severos à rentabilidade da lavoura, seja pela transmissão de doenças que comprometem todo o desenvolvimento da planta, seja pelo ataque direto na fase mais vulnerável do cultivo.
Diante desse cenário, torna-se essencial evoluir nas estratégias de controle com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), buscando um sistema mais equilibrado e resiliente. A integração de diferentes ferramentas, aliada ao uso de tecnologias sustentáveis como o controle biológico, surge como a resposta mais inteligente para proteger o potencial produtivo do milho.
Ficha rápida: cigarrinha e percevejos no milho
| Pragas-chave | Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus) e percevejo-marrom (Euschistus heros) |
| Dano da cigarrinha | Transmissão dos enfezamentos pálido e vermelho, e da virose-da-risca |
| Perda por cigarrinha | Superior a 70% da produção |
| Dano dos percevejos | Ataque direto ao ponto de crescimento na fase inicial da cultura |
| Perda por percevejos | Até 50% da produtividade |
| Safra crítica de referência | 2023/24 |
| Agentes biológicos de controle | Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens |
| Posicionamento de aplicação | Estágio vegetativo da planta, guiado pelo monitoramento (MIP) |
| Solução Syngenta | NETURE™ |
Principais pontos
- Cigarrinha-do-milho e percevejos (barriga-verde e marrom) são as principais ameaças à produtividade do milho.
- A cigarrinha causa dano principalmente por transmitir os enfezamentos pálido e vermelho, com perdas superiores a 70%.
- Os percevejos atacam na fase inicial da cultura e podem comprometer até 50% da produtividade.
- Quando os sintomas de ataque de percevejo aparecem, o dano principal já ocorreu e não pode ser revertido.
- O controle biológico preserva inimigos naturais e ajuda a reduzir a resistência das pragas aos defensivos.
- NETURE™ combina Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens para controlar cigarrinha, percevejos e mosca-branca.
Por que a pressão de pragas do milho preocupa os produtores?
O produtor de milho sabe que cada safra carrega seus próprios desafios. No entanto, nos últimos anos, a pressão de pragas tem impactado diretamente o potencial produtivo das lavouras, tirando o sono de muitos agricultores.
Dois grupos de insetos, em particular, se destacam como grandes inimigos da produtividade: a cigarrinha-do-milho e os percevejos.
Nas últimas safras, a pressão de pragas do milho tem aumentado significativamente, tornando-se uma das principais causas de perdas de produtividade na cultura.
A safra 2023/24, em particular, foi marcante. A explosão populacional da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) prejudicou lavouras em diversas regiões, enquanto a presença de percevejos, de forma mais precoce e intensa, acendeu um alerta para os produtores de milho.
Os prejuízos causados pela cigarrinha-do-milho são devastadores, não tanto pelos danos diretos, mas pela transmissão dos patógenos que causam os enfezamentos no milho (pálido e vermelho), podendo acarretar perdas superiores a 70% da produção.
Quanto aos percevejos, a expansão do sistema de cultivo soja-milho também favoreceu o aumento de suas populações. O percevejo-marrom e o percevejo-barriga-verde, que já preocupavam na soja, migram para o milho recém-emergido, causando danos severos na fase inicial da cultura, que podem comprometer até 50% da produtividade do milho.
Quais são os principais inimigos da produtividade no milho?
A lavoura de milho é um ecossistema complexo, onde diversas espécies de insetos e pragas interagem com a cultura ao longo de todo o seu ciclo de desenvolvimento, desde a semeadura até a colheita.
Existem pragas que atacam o sistema radicular e as sementes no solo, outras que se alimentam das folhas e do colmo, e ainda aquelas que danificam diretamente as espigas.
Dentro do MIP, a correta identificação das espécies e a diferenciação entre pragas-chave (aquelas que causam danos expressivos) e pragas secundárias é um ponto fundamental para o sucesso do controle.
Nesse cenário, a cigarrinha-do-milho e o complexo de percevejos se consolidaram como ameaças primárias à rentabilidade da cultura.
Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis): o vetor de doenças que ameaça as lavouras
Pequena no tamanho, mas gigante no potencial de estrago, a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) se tornou uma das principais preocupações no campo. O seu dano direto, causado pela sucção de seiva, enfraquece a planta, mas o verdadeiro perigo está na sua capacidade de atuar como vetor de doenças.

Ao se alimentar, a cigarrinha pode transmitir para as plantas de milho os agentes causais dos enfezamentos pálido (espiroplasma) e vermelho (fitoplasma), além da virose-da-risca e outras doenças do milho.
Essas doenças comprometem o sistema vascular da planta, reduzindo a absorção de nutrientes e causando sintomas severos, como:
- avermelhamento e/ou clorose das folhas;
- encurtamento dos entrenós, resultando em plantas de menor porte;
- perfilhamento excessivo e proliferação de espigas pequenas e improdutivas.
Os danos são ainda maiores quando a infecção ocorre nos estágios iniciais de desenvolvimento do milho, podendo levar a perdas drásticas de produtividade.
O percevejo-barriga-verde e o percevejo-marrom: a ameaça que ataca desde o início da lavoura
Enquanto a cigarrinha se destaca pela transmissão de doenças, o complexo de percevejos, em especial o percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus) e o percevejo-marrom (Euschistus heros), ataca a lavoura de forma direta e agressiva, principalmente na fase inicial da cultura.
Ao se alimentarem das plantas, os percevejos injetam toxinas que afetam o ponto de crescimento da planta. Esse ataque resulta em sintomas clássicos e bastante prejudiciais:
- Folhas retorcidas e deformadas, com perfurações simétricas que aparecem quando elas se desenrolam.
- Perfilhamento anormal da planta, que passa a gerar touceiras improdutivas.
- Redução do estande, pois, em ataques severos, as plântulas podem morrer, sintoma conhecido como “coração morto”.
É importante ressaltar que, quando esses sintomas se tornam visíveis, o dano principal já ocorreu e não pode ser revertido.

Como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) alia tecnologia e sustentabilidade no campo?
Diante do complexo cenário de pragas na lavoura de milho, a resposta do produtor moderno precisa ser estratégica e resiliente. É nesse contexto que se consolida o Manejo Integrado de Pragas (MIP) no milho, uma abordagem que se baseia na seleção e no uso inteligente de um conjunto de ações de controle.
O objetivo do MIP não é a simples erradicação das pragas, mas sim mantê-las em níveis populacionais que não causem dano econômico, um conceito que reconhece a capacidade da própria lavoura de suportar certa presença de insetos sem comprometer a produtividade final.
Uma das bases fundamentais do MIP é o monitoramento constante da lavoura. Essa vigilância sistemática permite identificar a dinâmica das populações de pragas e de seus inimigos naturais, possibilitando uma tomada de decisão muito mais precisa e assertiva.
O controle biológico como um dos pilares do MIP
Dentro do MIP, o controle biológico é um dos pilares mais importantes. Ele consiste no uso de agentes biológicos ou de seus subprodutos para manejar as pragas do milho, potencializando os mecanismos de defesa que a própria natureza oferece.
O controle biológico atua de forma mais direcionada, trazendo benefícios claros para o manejo de pragas no milho:
- Preservação da entomofauna benéfica: ao ser seletivo, o controle biológico preserva os predadores e parasitoides (inimigos naturais) que já estão presentes na lavoura, os quais são responsáveis por manter diversas pragas em equilíbrio natural.
- Manejo da resistência: a utilização de múltiplos modos de ação, característicos de muitos agentes biológicos e que são complementares a outros métodos de controle, dificulta o desenvolvimento de resistência por parte das pragas.
- Sustentabilidade e segurança: os agentes biológicos oferecem maior segurança para o aplicador, para o meio ambiente e para a biodiversidade do sistema produtivo.
A evolução dos bioinseticidas: a força dos microrganismos no controle de pragas do milho
A ciência por trás do controle biológico evoluiu rapidamente nos últimos anos, resultando em bioinseticidas de alta performance, que unem eficiência e sustentabilidade.
O potencial desses produtos é imenso, pois eles atuam de maneiras distintas e complementares dentro do MIP.
As bactérias entomopatogênicas, por exemplo, podem produzir cristais proteicos e outras substâncias com potentes propriedades inseticidas.
Produtos como o bioinseticida NETURE™ materializam essa evolução, implementando ação precisa dos agentes biológicos para o manejo da lavoura, oferecendo um controle robusto sobre pragas-chave do milho, de forma prática e alinhada às exigências de um campo cada vez mais tecnológico e sustentável.
NETURE™: máximo controle com a máxima praticidade

A Syngenta Biologicals apresenta uma inovação que redefine o padrão de controle de pragas no milho: NETURE™. Desenvolvido para o controle de cigarrinha-do-milho, percevejos, mosca-branca e outros sugadores de difícil manejo, esse bioinseticida microbiológico chega para entregar performance e conveniência operacional ao produtor.
NETURE™ se destaca por unir o que há de mais avançado na tecnologia biológica, oferecendo rapidez de ação, amplo espectro e uma formulação que se encaixa perfeitamente na rotina do campo.
Como agem os agentes biológicos de NETURE® no controle das pragas do milho?
O segredo da alta eficácia de NETURE™ está em sua tecnologia, baseada na ação sinérgica de duas espécies de bactérias presentes em sua formulação: Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens.
O P. chlororaphis atua como uma verdadeira biofábrica, produzindo um complexo de metabólitos inseticidas, como HCN e terpenos, e proteínas inseticidas (FitD e FitE).
As proteínas FitD e FitE, quando ingeridas, causam paralisia e interrompem a alimentação dos insetos, levando-os à morte. Além disso, o agente biológico NETURE™ induz a produção de terpenos voláteis que exercem um forte efeito de repelência, afastando novas pragas da lavoura de forma prolongada.
Complementando a ação de controle, o P. fluorescens produz quitinases e sideróforos que, além de contribuírem para a ação inseticida, promovem o crescimento e fortalecem as defesas naturais do milho.
Esse efeito bioativador resulta em um melhor estabelecimento da cultura, maior vigor e maior tolerância a estresses ambientais.
Versatilidade que facilita o manejo
Além da performance superior, NETURE™ foi pensado para simplificar o manejo do produtor. Sua formulação oferece diferenciais únicos que facilitam a inclusão do controle biológico no manejo de pragas do milho:
- Amplo espectro de ação: NETURE™ oferece um controle de uma ampla gama de pragas do milho, incluindo a cigarrinha-do-milho, os percevejos, a mosca-branca, além de outras pragas.
- Praticidade no armazenamento: NETURE™ não necessita de refrigeração para ser armazenado, eliminando uma grande barreira logística e facilitando o dia a dia no manejo fitossanitário do produtor.
- Compatibilidade em tanque: a formulação de NETURE™ é totalmente compatível com a mistura em tanque com defensivos químicos, permitindo que o produtor otimize as suas operações.
- Rapidez de ação: NETURE™ oferece um controle mais rápido e imediato das principais pragas do milho, logo após a aplicação.
O posicionamento de aplicação de NETURE™ na cultura do milho é estratégico e focado no estágio vegetativo da planta.
A aplicação de NETURE™ deve ser guiada pelos princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), ou seja, baseada no monitoramento das pragas na lavoura e seguindo as recomendações de aplicação indicadas na bula do produto.
NETURE™: o futuro do manejo de pragas do milho é biológico
A crescente pressão de pragas, como a cigarrinha-do-milho e os percevejos, demonstra que o manejo na lavoura precisa evoluir constantemente. Nesse cenário, a adoção de um Manejo Integrado de Pragas robusto, que valoriza o equilíbrio do ecossistema, se torna essencial.
A tecnologia biológica de ponta, como a apresentada em NETURE™, materializa essa evolução, abrindo novos horizontes no controle de pragas.
Ao unir a força de microrganismos selecionados com a precisão científica, é possível proteger o potencial produtivo da lavoura de forma altamente eficiente e em harmonia com o ambiente.
Mais do que isso, NETURE™ mostra na prática que a alta performance pode e deve andar junto com a simplicidade no campo, oferecendo um máximo controle com a máxima praticidade.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.
Perguntas frequentes
1. Quais as principais pragas do milho atualmente?
A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e o complexo de percevejos, com destaque para o percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus) e o percevejo-marrom (Euschistus heros).
2. Como a cigarrinha-do-milho causa prejuízo à lavoura?
Principalmente ao transmitir os agentes causais dos enfezamentos pálido e vermelho, além da virose-da-risca, que comprometem o sistema vascular da planta.
3. Qual a perda de produtividade causada pela cigarrinha-do-milho?
Pode ser superior a 70% da produção, com danos ainda maiores quando a infecção ocorre nos estágios iniciais de desenvolvimento do milho.
4. Como os percevejos atacam o milho?
Injetam toxinas que afetam o ponto de crescimento da planta, causando folhas retorcidas, perfilhamento anormal e, em ataques severos, morte das plântulas (“coração morto”).
5. Qual a perda de produtividade causada pelos percevejos?
Pode comprometer até 50% da produtividade do milho, principalmente quando o ataque ocorre na fase inicial da cultura.
6. Como o controle biológico ajuda no manejo das pragas do milho?
Preserva os inimigos naturais já presentes na lavoura, atua por múltiplos modos de ação (dificultando resistência) e oferece maior segurança ao aplicador e ao meio ambiente.
7. O que é o NETURE™ e quais pragas ele controla?
É um inseticida microbiológico da Syngenta Biologicals, à base de Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens, que controla cigarrinha-do-milho, percevejos, mosca-branca e outros sugadores.
8. Qual o momento certo de aplicar NETURE™ no milho?
A aplicação é estratégica no estágio vegetativo da planta, guiada pelo monitoramento da lavoura conforme os princípios do MIP e as recomendações da bula do produto.


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